CNI apura aumento e diz que março é mês forte
CNI apura aumento e diz
que março é mês forte
As vendas reais na indústria cresceram 19,14% em março em relação a fevereiro, conforme os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados ontem. Trata-se do terceiro maior índice registrado na série histórica da pesquisa da CNI, iniciada em janeiro de 1992. As duas taxas mais elevadas da série também aconteceram em um mês de março: 1995, com 22,1%, e 1993, com 21,9%. Esses resultados, no entanto, não representam um reaquecimento da economia e não terão impactos significativos sobre a produção industrial dos próximos meses.
Mesmo elevada, as vendas de março não chegam a ser uma surpresa para os técnicos da CNI. Março é um mês que, além de ter um número maior de dias úteis na comparação com fevereiro, marca o fim de um período tradicional de demanda menor.
Isso fica bem claro quando há o desconto do efeito sazonal (não são levadas em conta as características específicas do mês analisado). Nesse caso, a venda cresceram 3,31%, acumulando uma alta de 3,79%. Nacionalmente, os resultados também foram positivos em três outros indicadores, as horas trabalhadas na produção, salários líquidos reais e utilização da capacidade instalada.
O emprego, no entanto, voltou a ser negativo (-0,43%), uma queda que se repete há exatamente um ano e meio. Quando é feita a comparação com o ano anterior, fica claro o tamanho do ajuste no emprego: as quedas são de 6,45% em relação a março de 1997 e de 6,26% na média do primeiro trimestre do ano.





