CNI apresenta proposta alternativa para Fundo
O presidente do Conselho de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, apresentou ao presidente Fernando Henrique Cardoso as propostas do setor para custear os cerca de R$ 40 bilhões exigidos para pagar as correções do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelos planos Verão e Collor 1.
Segundo o empresário, a receptividade do presidente foi muito boa. Ele me pediu para falar com o Malan (ministro da Economia, Pedro Malan) sobre o assunto. A proposta da CNI, que segundo Eugênio pode ser transformada em projeto de lei a ser levado ao Congresso, é baseada no uso de recursos do próprio FGTS, como o superávit já existente e créditos de reserva; na utilização de ativos do governo como ações da Vale do Rio Doce, da Petrobras e da Embraer para capitalizar o fundo e no aumento da taxa de juros de dívidas com o FGTS, que originalmente eram de Estados e municípios e que a União assumiu.
Eduardo Eugênio contou também que na reunião da CNI em que foi ratificada a posição da indústria e de outras entidades empresariais do setor de comércio sobre o assunto ele notou o esgarçamento do diálogo do governo com as forças produtivas. Vi muita indignação com o governo, disse.





