CNI apresenta ao Congresso lista de temas prioritários
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terça-feira, 28 de março de 2006
Leonardo Goy e <br>Gerusa Marques 
Brasília- - Apesar do ano eleitoral e da crise política, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse ontem acreditar que será possível construir uma ampla agenda de consenso no Congresso Nacional. A CNI apresentou a cerca de 500 empresários e políticos a Agenda Legislativa da Indústria para 2006, que reúne os temas da pauta do Congresso que mais interessam ao setor industrial.
Em discurso durante a solenidade, Monteiro Neto listou os nove projetos que, segundo ele, são prioritários para a indústria: a Lei Geral para as Micro e Pequenas Empresas; o marco regulatório do gás; o projeto com novas regras das agências reguladoras; os novos padrões de demonstrações financeiras e contábeis (para adequá-las às regras internacionais); a política de defesa da concorrência; o marco regulatório do saneamento básico; o novo marco para o licenciamento ambiental; a terceirização do trabalho e o aperfeiçoamento do sistema político eleitoral.
''Além disso, merecem especial atenção as reformas inconclusas tributária, previdenciária e trabalhista'', disse. Ele admitiu, no entanto, que pela complexidade e multiplicidade de atores que envolvem essas reformas dificilmente será possível encontrar um consenso para a provação delas neste ano.
Monteiro Neto, que é deputado federal pelo PTB de Pernambuco, entregou a agenda aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros comentou que a pauta da indústria está ''intimamente ligada à própria agenda do presidente do Brasil'' e que esta última ''tem sido vítima, seguidas vezes, de muitas coisas, mas, principalmente, da crise política.'' O presidente do Senado defendeu a redução da carga tributária e da taxa básica de juros, dois pontos que, segundo ele, não dependem de mudanças na legislação para serem solucionados.


