Com sete votos favoráveis, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) autorizou a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado (GM) - MON810, da Monsanto do Brasil Ltda. e Bayer LL, da Bayer Crop Science - durante reunião realizada na tarde de ontem, em Brasília (DF) com os onze ministros do conselho presentes. Ambas variedades já haviam sido aprovadas para comercialização pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e estiveram durante quase 10 anos entre idas e vindas judiciais.
Para Odacir Klein, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), ''a decisão correta do conselho de ministros reconheceu a capacidade da CTNBio e fortaleceu o exercício das competências da mesma''.
Ywao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), também comemorou a decisão favorável aos transgênicos pelo órgão máximo de biossegurança no País. ''Não se pode impedir o agricultor de evoluir e era o que estava ocorrendo até agora. Se está comprovado tecnicamente que a biotecnologia é boa para a agricultura e para o meioambiente, já que os cientistas da CTNBio atestaram isto, não teria sentido continuar privando o produtor de dispor das ferramentas tecnológicas que ele necessita'', afirmou o presidente da Abrasem.
Para o presidente do Clube Amigos da Terra (CAT), de Tupanciretã-RS, Almir Rebelo, a competitividade nacional aumentará diante dos concorrentes internacionais e ''nós, agricultores, também teremos maiores ganhos com a nossa produção'', observou.

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