CNBB critica política de submissão ao mercado
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quinta-feira, 29 de maio de 2003
<br> Agência Estado 
Brasília Tradicional aliada do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na internet a análise de conjuntura mensal com severas críticas à política econômica do governo, ao dizer que o governo de Lula submeteu-se às regras de mercado e ''tem se orientado mais pela bússola dos indicadores financeiros (que vão bem), do que pelos indicadores sociais (que vão mal)''.
O documento, assinado pelos padres Ernanne Pinheiro, Alfredo Gonçalves, Bernard Lestienne, Antônio Abreu, Thierry Linard e Guilherme Delgado e pelo assessor Pedro Ribeiro de Oliveira, diz que o fato mais relevante do mês foi a manutenção da taxa de juros de 26,5%. Para a CNBB, isso não só demonstra a autonomia do Banco Central (BC), mas também que o Tesouro continuará desembolsando, a cada mês, cerca de R$ 10 bilhões só para pagar juros .
''Embora o cidadão comum se assuste com tal montante jogado pela janela, como diz o vice-presidente (José Alencar), os técnicos do Tesouro Nacional comemoram o resultado, porque demonstra a confiança do mercado, que está aceitando títulos emitidos com prazo médio superior a 18 meses.'' Outro ataque da CNBB se refere à elevação da meta de superávit primário, de 3,75% na gestão de Fernando Henrique Cardoso para 4,25% na de Lula.
Segundo a CNBB, nos primeiros meses, a equipe do atual presidente alcançou quase 5% de superávit. ''Isso significa que quase R$ 25 bilhões foram retirados dos gastos e investimentos do governo e redirecionados para pagar juros.''


