Agência Estado
De Brasília
O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, disse ontem que dentro de 30 dias a entidade espera encaminhar às federações e sindicatos rurais dos principais Estados produtores do País os levantamentos que estão sendo feitos sobre custo de produção, seletividade de crédito e aumentos dos insumos agrícolas. A entidade decidiu ontem, em reunião com lideranças ruralistas, recomendar uma racionalização para a próxima safra que começa a ser plantada em outubro.
De Salvo insistiu que a CNA não pretende incentivar deliberadamente uma redução no volume a ser plantado nesta safra. ‘‘Não há intenção deliberada de diminuir o plantio’’, disse, mas insistiu que já existe uma ‘‘dificuldade’’ de obtenção de crédito.
De Salvo insistiu que é necessário manter a pressão no Congresso para aprovação do recurso contra a decisão da Comissão de Constitutição e Justiça (CCJ), que considerou inconstitucional o projeto de renegociação das dívidas do setor. ‘‘Sabemos que ganhar esta votação não significa um benefício imediato, mas temos que pressionar o governo a buscar uma solução definitiva para o problema e não a apresentação de paliativos’’, disse De Salvo, se referindo à Medida Provisória encaminhada ao Congresso com a proposta de renegociação defendida pelo governo. O presidente da CNA insiste que o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, precisa debater com os agricultores sobre o problema das dívidas.

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