CNA quer alíquotas mais altas para produtos subsidiados
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Valdete Cecato Agência Estado 
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai propor a elevação das tarifas de importação de produtos que têm preços distorcidos por conta dos subsídios que recebem em seus países de origem. A proposta será apresentada na próxima reunião de cúpula do Mercosul, nos próximos dias 14 e 15 de dezembro.
A CNA defende a elevação das tarifas destes produtos aos níveis acordados na Organização Mundial do Comércio (OMC), afirma o chefe do Departamento de Relações Internacionais da CNA, Antonio Donizeti Beraldo.
Segundo ele, os acordos feitos no âmbito da OMC estabelecem uma tarifa consolidada - o limite máximo de taxação permitido pelo organismo - de 35%, mas há produtos, como os lácteos, em que a taxação pode chegar a 55%. O Brasil só tem tarifas mais baixas porque quer, diz. Segundo a OMC, os produtos lácteos são os mais subsidiados entre todos os grupos. Em 1999, receberam US$ 50,2 bilhões de um total de US$ 360 bilhões de subsídios.
Atualmente, a Tarifa Externa Comum (TEC), cobrada pelos países do Mercosul para os produtos agrícolas, é de 13%. Estava previsto, que em janeiro de 2001, a taxa voltasse aos 10% praticados antes da desvalorização cambial. No caso do setor industrial, a média está em 17%, mas a previsão era de uma diminuição para 14% no mesmo prazo.


