CNA prevê superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial da agropecuária
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Agência Estado De Brasília 
A balança comercial do setor agropecuária deverá obter um superávit este ano de US$ 15 bilhões, como resultado de uma projeção de exportações de R$ 19,5 bilhões e importações de US$ 4,7 bilhões, segundo estimativa divulgada ontem pela área de comércio exterior da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Segundo o coordenador do Departamento de Comércio Exterior da entidade, Antonio Donizetti Beraldo, essa projeção está sendo feita com base no resultado obtido no primeiro quadrimestre deste ano.
O saldo da balança nesse período foi de US$ 3,99 bilhões, 29,78% superior ao saldo verificado de janeiro a abril do ano passado. Segundo ele, as receitas de exportação alcançaram US$ 5,4 bilhões no quadrimestre, ou 15,2% a mais que em igual período de 2000. Mantendo este ritmo chegaremos facilmente aos US$ 15 bilhões, afirmou, lembrando que no ano passado o superávit da balança do agronegócio foi de US$ 11,5 bilhões.
Antonio Donizetti Beraldo disse que o desempenho positivo das exportações foi puxado pelo aumento das vendas do complexo soja, das carnes, do açúcar, do couro, do milho e do algodão. Conforme ele, as exportações do complexo soja cresceram 43,9% de janeiro a abril passados em relação a igual período em 2000, alcançando US$ 1,2 bilhão contra US$ 881 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2000.
Esse crescimento se deve, em grande parte, a uma maior demanda por ração de origem vegetal pelos países europeus, observou. Com relação às carnes, ele destacou o aumento das vendas externas das carnes de aves e suína. As vendas externas de carnes de aves foram de US$ 432,1 milhões no último quadrimeste (56,6% a mais que em 2000).
Já as exportações de carne suína in natura foram de US$ 92,54 milhões, ou 158,32% a mais que as vendas feitas de janeiro a abril do ano passado. Donizetti também destacou as exportações de açúcar, que atingiram US$ 491,7 milhões no quadrimestre, contra US$ 242,3 milhões em igual período do ano passado.
A redução dos estoques mundiais do produto, aliada à recuperação dos preços, segundo ele, deverá permitir que o Brasil volte a exportar cerca de US$ 2 bilhões em açúcar, como vinha fazendo até 1999. Os destaques negativos nas exportações ficaram por conta do café e do suco de laranja. No café, a queda continua sendo provocada pelo excesso de estoque na mão dos importadores, o que deprecia os preços no mercado internacional. No caso do suco de laranja, a excelente safra da Flórida, nos Estados Unidos, brecou a entrada do produto brasileiro.


