Os produtores que plantaram feijão, milho e algodão na safra passada deverão ter problemas para pagar a segunda parcela da securitização que vence no dia 31 de outubro. A informação é do assessor da Faep, Carlos Augusto Albuquerque, ao afirmar que no próximo dia 16 a Confederação Nacional da Agricultura vai pedir ao Conselho Monetário Nacional, a prorrogação do pagamento da segunda parcela.
Se houver prorrogação, tanto a Faep como a Fetaep concordam que a análise deverá ocorrer caso a caso. Ela deverá ser aprovada somente para produtores que comprove perda de renda. A preocupação das entidades é com o pagamento da securitização do Panela Cheia.
O FDE ainda não restituiu a diferença paga a mais na primeira parcela e os agricultores não tem os recursos suficientes que podem ser cobrados pelo Banestado, sem o recálculo das dívidas. Em relação ao pagamento da securitização no Banco do Brasil, Albuquerque disse que os cálculos feitos pelo banco estão corretos e a dificuldade recai sobre a falta de rentabilidade dos produtores com o algodão, milho e feijão.
O valor da segunda parcela da securitização feita por 25.000 produtores no Paraná está avaliado em R$ 175.600,00, incluindo a correção no período. A primeira parcela foi de R$ 127.000,00. Desse total, 99% foi pago e renegociado (caso a caso), informou a superintendência do Banco do Brasil. A inadimplência no Estado, de 0,04%, foi uma das mais baixas do país.

mockup