Brasília - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) fez duras críticas ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem da Soja, lançado na semana passada pelo Ministério da Agricultura. O objetivo do programa é fortalecer o sistema de produção da soja, a partir do desenvolvimento de ações de controle e prevenção da doença. Entre as ações, o ministério cita a instalação de uma rede de laboratórios para que possa ser feito o controle da ferrugem, doença que impede a formação correta dos grãos e causou prejuízo de US$ 7,7 bilhões desde 2001, quando os primeiros focos foram detectados no País.
  Para Rosemeire dos Santos, assessora técnica da CNA, o programa enumera ações que já foram implementadas, sendo que muitas delas foram feitas pela iniciativa privada. Em nota, a CNA cobrou maior participação do poder público no programa, o que reduziria os custos para prevenção da doença, que hoje são bancados pela iniciativa privada. ‘‘A coordenação do programa é vinculada à Secretaria de Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura, que tem orçamento previsto de R$ 194 milhões para 2007. Para cumprir o proposto no programa, os recursos deveriam ser da ordem de R$ 450 milhões’’, comentou.
  Ela acrescentou ainda que, além de não ter aportado recursos suficientes, o governo também não deixou claro como irá operacionalizar o processo de registro de fungicidas para controle da ferrugem. ‘‘O Decreto nº 5981/06, que implementa o registro desses agroquímicos, já publicado, ainda não entrou em vigor’’, comentou.
  Outra sugestão apresentada pela CNA é para que o governo crie uma linha complementar para prevenção e controle de doenças que atacam as lavouras.

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