CMN fixa meta de 3,25% para inflação em 2003
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quinta-feira, 28 de junho de 2001
Das agênciasDe Brasília 
A meta de inflação para 2003 foi fixada pelo governo em 3,25%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. O anúncio feito ontem pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, significa que a inflação deverá ser reduzida em apenas 0,25 ponto porcentual, se comparado ao objetivo de 2002, que é de 3,5%. Esta será a menor redução porcentual na meta de inflação desde que o sistema foi adotado pelo governo em junho de 1999.
A meta é um sinal do firme compromisso que temos com a decisão de manter a inflação sob controle, o que imaginamos seja a vontade da esmagadora maioria da população, disse.
O governo vai continuar adotando o intervalo de variação da meta de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, com o objetivo de absorver choques inesperados nos preços, como vem ocorrendo esse ano com os alimentos e energia.
A meta de inflação é o indicador mais importante de toda a política econômica do governo. É a partir do porcentual definido que o BC calibra as taxas de juros. Assim, se o BC percebe que a economia está crescendo muito e os preços aumentando de modo a ameaçar o objetivo definido pelo governo, o BC sobe os juros e freia o crescimento.
O Conselho Monetário Nacional também fixou em 9,5% ao ano a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para o período de julho a setembro deste ano. Essa taxa é fixada trimestralmente pelo CMN e é utilizada, basicamente, nos contratos de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A TJLP é calculada com base em duas variáveis: o risco Brasil (percepção que os investidores têm sobre o País) e a expectativa de inflação.


