Brasília O Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou por um ano a autorização para que agência bancária pioneira (a única em um determinado município) deixe de recolher ao Banco Central parte dos recursos depositados à vista.
Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azeredo, as instituições financeiras que possuem agências nessa situação têm agora até 2 de junho de 2006 para prepararem essas unidades para sobreviverem sem esse tipo de benefício.
O depósito compulsório sobre depósitos à vista é exigido pelo Banco Central de todas as agências bancárias. O dinheiro fica em poder do BC sem receber remuneração.
O diretor do BC explicou que a isenção do compulsório, prorrogada pela terceira vez, faz parte de uma política de incentivo à ampliação do universo de pessoas e empresas que utilizam os serviços do sistema financeiro.
No entanto, explicou o diretor, o CMN não pretende mais prorrogar esse incentivo porque chegou à conclusão de que existem outras formas mais eficazes e baratas que permitem o acesso da população aos serviços bancários, como por exemplo os correspondentes bancários (estabelecimentos comerciais que são autorizados a prestar serviços de bancos, como recebimento de contas e depósitos).
As 880 agências pioneiras existentes hoje no País estão localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A maioria delas são de bancos federais, como o Banco do Brasil, e bancos estaduais, sendo pequena a participação dos bancos privados.

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