CMN aprova hoje novo prazo para EGF/algodão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de dezembro de 1997
Mariângela Herédia Agência Estado Brasília 
Na tentativa de estimular a comercialização do algodão nacional, cuja produção deverá ter um crescimento de 74,6% na atual safra, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar hoje a ampliação do prazo dos Empréstimos do Governo Federal sem opção de venda (EGF-SOV) de 180 para 240 dias e ainda permitir que os beneficiadores de algodão possam ter acesso a esse mecanismo. O objetivo é conseguir reduzir as importações do produto, que tem prazos longos de financiamento.
O CMN deverá, ainda, prorrogar para 31 de julho o prazo para as operações de renegociação dos débitos do crédito rural superiores a R$ 200 mil, que não entraram no processo de securitização das dívidas. Segundo fontes da área econômica, a nova prorrogação ocorrerá porque há operações em curso. O governo estuda uma alternativa para resolver de vez o problema dos agricultores que devem mais de R$ 200 mil, como os arrozeiros do Rio Grande do Sul, que não conseguem renegociar os débitos.
O último voto da área agrícola pretende uniformizar as taxas de juros cobradas nos leilões de café dos estoques governamentais para Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) mais 3% ao ano. Atualmente esta taxa é cobrada apenas nos leilões específicos para as indústrias de café solúvel, enquanto nos leilões universais a taxa cobrada é a Selic, que segundo técnicos do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (MICT) atinge quase 3% ao mês.
O CMN deve aprovar também as regras para a safra agrícola de 1998 da Região Nordeste, com a fixação dos preços mínimos do algodão, feijão, mandioca (raiz e farinha), milho, mamona e sorgo. Outro voto vai ampliar de R$ 1 mil para R$ 2 mil o valor do financiamento de custeio da safra agrícola para os assentados da reforma agrária na linha do Programa de Crédito Emergencial para a Reforma Agrária (Procera).


