CMN aprova hoje medidas de apoio à agropecuária
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quinta-feira, 05 de novembro de 1998
Vânia Casado 
O Conselho Monetário Nacional deverá aprovar na reunião de hoje as medidas emergenciais de apoio ao setor agropecuário, discutidas ontem na audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara Federal. Entre as principais medidas a serem aprovadas está a prorrogação, caso a caso, do pagamento da segunda parcela de securitização, a prorrogação dos prazos de pagamento das dívidas acima de R$ 200 mil amparadas pelo Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa) e a ampliação das exigibilidades bancárias para o setor. O recolhimento sobre os depósitos à vista vão passar de 25% para 30%, para aumentar a oferta de recursos de crédito rural.
Os problemas emergenciais da agricultura, que já haviam sido apresentados ao ministro da Agricultura e ao Ministério da Fazenda duas semanas atrás, foram discutidas pela Comissão de Agricultura da Câmara Federal com a presença de lideranças da Organização das Cooperativas do Brasil e da Confederação Nacional da Agricultura.
Na prorrogação de dívidas acima de R$ 200 mil, ficou decidido que as adesões para renegociação dos débitos ocorridas até 16 de novembro de 1998, o pagamento da parcela de 10,37% para compra de título deve ocorrer até 22 de janeiro de 1999. A formalização da renegociação deve ocorrer até o dia 1º de fevereiro do ano que vem.
Além das decisões a serem aprovadas pelo CMN, o governo está providenciando formas de resolver o problema dos grandes estoques de álcool através de um cronograma de liberação de recursos. Para minimizar os prejuízos das chuvas sobre a produção de trigo na região Sul do país, o Banco do Brasil deverá disponibilizar entre R$ 8 a R$ 12 milhões para Empréstimos do Governo Federal (EGF) da semente de trigo. A promessa foi feita por assessores do Ministério da Agricultura e diretores do BB ao presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. A Ocepar e a OCB vêm gestionando há meses a liberação de recursos para financiar a aquisição de semente de trigo, a fim de evitar que os agricultores, por falta de recursos, vendam a semente aos moinhos.


