Clinton quer nova Rodada antes das eleiçoes de 2000
Após fracasso da reunião da OMC em Seattle, que terminou na semana passada, Estados Unidos querem novo encontro
Arquivo FolhaCOM PRESSAO presidente americano Bill Clinton, que quer estar à frente das negociações da Rodada do MilênioFrances Williams
De Genebra
Mike Moore, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou nesta semana que vai se empenhar em convocar uma nova conferência ministerial tão cedo quanto possível para lançar a Rodada do Milênio, que não obteve apoio na reunião da OMC em Seattle.
Moore disse que é vital consolidar o progresso conseguido em Seattle, pois as diferenças se reduziram acentuadamente em diversas áreas importantes.
Existe um pacote de resultados que está ao nosso alcance e não podemos desperdiçá-lo, disse. Quanto mais retardarmos as negociações, mais perderão os países pobres e todos que chegaram a algum consenso.
Funcionários dos setores de comércio de diversos governos disseram que o diretor da OMC já começou a sondar seus contatos nos bastidores, depois da fracassada reunião de Seattle.
Alguns analistas afirmam que a pressa pode estar ligada ao fato de haver eleições presidenciais nos Estados Unidos em 2000, e que Bill Clinton, presidente norte-americano, gostaria de estar à frente das negociações.
Pascal Lamy, comissário de Comércio Externo da União Européia, disse no início desta semana que uma nova tentativa de lançar uma rodada mundial de negociações comerciais era improvável antes de 2001, quando a nova equipe presidencial norte-americana estiver no poder.
A reunião de Seattle foi encerrada em meio à confusão, sem comunicado ou declaração. No entanto, Charlene Barshefsky, representante do governo norte-americano para assuntos de comércio exterior, disse que Moore fora convidado a abrir caminho para uma retomada do encontro.
Moore consultaria as delegações e discutiria maneiras criativas para resolver nossas diferenças remanescentes, afirmou Charlene.
O conselho geral da OMC deve discutir formalmente a sequência para a reunião de Seattle na próxima semana.
Tradução de Paulo Migliacci





