Clinton defende ação rápida para proteger a AL
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terça-feira, 06 de outubro de 1998
Agência Estado 
O sentimento da urgência para resolver a crise financeira mundial foi claramente percebido pelo presidente norteamericano, Bill Clinton. Ele deu mais um passo para oferecer soluções para a crise financeira internacional e apoiar economias emergentes em crise. O secretário Rubin e seus companheiros do Grupo dos Sete encontraram-se para criar linhas suplementares destinadas a definir medidas rápidas e decisivas para evitar que a crise chege à América Latina, disse Clinton, ontem cedo, na abertura da 53ª Assembléia Anual do FMI e do Banco Mundial, no Hotel Marriot Wardman, em Washington, na presença de milhares de pessoas, de todo o mundo.
Simultaneamente, o presidente da Associação dos Bancos da Alemanha, Martin Kohlhaussen, informou em encontro, em Washington, que um pacote de US$ 30 bilhões para o Brasil está muito avançado. Ele declarou que não há razões para dramatizar a situação brasileira.
O apoio ao FMI e ao Banco Mundial foi explícito. Temos de trabalhar de forma urgente no presente para criar a arquitetura do Século XXI, declarou Clinton. Hoje, observou, o mundo enfrenta sua crise financeira mais grave em meio século. É necessário, assinalou, evitar as flutuações exageradas de capital, criando medidas urgentes para evitar uma crise ainda maior na economia mundial.
A maior das responsabilidades cabe ao Japão, disse Clinton. A saúde do mundo depende do Japão, afirmou. Compete a eles agir rigorosamente para voltar a crescer, reformar suas instituições financeiras e abrir sua economia. Os japoneses não podem se omitir - assim se pode traduzir a mensagem de Clinton.


