Vânia Casado
De Curitiba
O longo período de estiagem, intercalado de chuvas irregulares, e as baixas temperaturas registradas no Paraná já provocaram quebras na safra de feijão das águas. A produção 99/2000 que estava estimada em 443.500 toneladas apresenta uma quebra de produção de 17.300 t, apontou o levantamento de safra feito pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral). Com isso o prejuízo dos produtores deve atingir R$ 9,7 milhões, com o volume de produto que vão deixar de comercializar.
Mas a quebra pode se tornar um alívio para o produtor no período de safra, porque vai evitar uma derrocada nos preços do produto, disse o corretor Marcelo Luders, da Correpar. A saca de feijão carioca está sendo cotada a R$ 35,00 e o mercado está parado, com excesso de oferta em todo o país. Segundo o corretor, a redução na produção do Paraná mexe com o mercado nacional e pode ser um antídoto para evitar que o produto seja comercializado novamente a R$ 20,00 a saca, valor incompátivel com o desembolso do produtor durante o plantio.
As quebras de produção se concentraram em Francisco Beltrão, que perdeu 20% da safra prevista, com a redução de 10.842 toneladas; em Ponta Grossa, com a quebra de 8,4% que provocou a redução de 5.500 toneladas na região e em Umuarama, onde a produção é menos significativa, mas a quebra de produção foi de 38% e corresponde a perda de 1.000 toneladas.
Além da quebra de safra, o plantio do feijão das águas já foi prejudicado com uma redução de 12% na área plantada. No ano passsado, foram plantados 506.400 hectares e esse ano a área foi reduzida para 446.000 hectares. O período ideal de plantio se encerra essa semana e os produtores não têm mais tempo de fazer o replantio. Quem perdeu as lavouras por germinação insuficiente, deverá agora optar pelo plantio do algodão ou da soja, acredita a engenheira agrônoma do Deral, Vera Zardo.

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