Londrina - Considerada a terceira data comercial comemorativa mais movimentada do ano – ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães -, as vendas do Dia dos Pais manteve comportamento otimista em Londrina, apesar de indícios de retração do mercado de modo geral. Segundo recente sondagem da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 61% dos paranaenses pretendiam presentear no Dia dos Pais, enquanto 39% deveriam deixar a data passar em branco. Ainda de acordo com a pesquisa, a intenção de compra nesta data caiu 11 pontos em relação ao ano passado, o que corresponde a uma queda de 15,27%. Em 2014, 72% dos entrevistados pretendiam comprar um presente para os pais e em 2013 esse percentual era de 71%. Os presentes que predominam são roupas e sapatos e o ticket médio para o Dia dos Pais no Paraná ficou em R$ 104,50.

"Temos que levar em conta que essa pesquisa considera dados de capitais. Londrina, como cidade do interior e com um forte agronegócio, não está sendo tão impactada pela crise. Estamos tendo boas vendas, mas ainda é preciso um melhor planejamento e acordo prévio entre os sindicatos para que desde o começo do ano o consumidor tenha conhecimento de que as lojas irão abrir até mais tarde nos dias que antecedem as datas comemorativas. É importante também que o consumidor lembre que há sempre boas promoções no decorrer do ano", destaca o diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Fernando Moraes, que lembrou que algumas lojas não abriram até às 21 horas na quinta e sexta-feira.

No centro de Londrina, ontem de manhã, ruas e lojas estavam movimentadas, com milhares de pessoas à procura do presente ideal. A publicitária Bárbara Polezer, 29 anos, decidiu comprar um capacete para o seu pai, que gosta de andar de moto nas horas vagas. "Como é um capacete de boa qualidade, vou gastar aproximadamente R$ 200. É algo útil e sei que ele vai gostar, ainda mais este ano em que ele está mais sentimental, pois o pai dele faleceu há quatro meses", conta.
A bancária Maria Rosa Catori Navarro optou por presentear o marido com uma calça jeans e estipulou um teto de R$ 100 para o presente. A líder de produção Maria Sobieski, 35 anos, também disse que iria presentear o marido com duas calças jeans, estimadas em R$ 120, e já tinha garantido o presente do seu pai: um par de sapatos de linha especial de conforto ortopédico avaliado em R$ 200. "Ele merece e sempre faço questão de presentear com coisas úteis", garante.

VENDAS SURPREENDERAM

Para a gerente-proprietária Solange Pieroli, da loja Sinésio Magazine, o movimento foi além das expectativas. "Como somos uma loja especializada em roupa masculina, essa data para nós é um segundo Natal e aqui a crise ainda não chegou, felizmente", ressalta. A reforma recente da loja também foi apontada por ela como uma boa estratégia para atrair o cliente. "Em tempos de crise, temos que inovar para permanecer no mercado. Enquanto alguns choram, outros vendem lenços", brinca.

A gerente Elisabete Germano, da loja Bolivar Centro, também manteve discurso otimista e considera válida a abertura das lojas nos dois dias que antecederam a data comemorativa. "Estamos estimando um aumento entre 5% e 10% nas vendas em relação ao ano passado, com um gasto médio de R$ 200 por cliente, enquanto o gasto médio, no comércio em geral, está em torno de R$ 80", informa.

Menos otimista, a gerente Tainá Aparecida Simão, da loja Le Postiche/Praça Sete, avaliou que este ano o público consumidor demonstrou estar economizando mais. "É uma data forte para o comércio, mas a movimentação ficou um pouco abaixo do que esperávamos. A maioria das pessoas procurava presentes mais em conta, como carteiras."

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