Clima não ajuda e frutas ficam caras
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2003
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O clima desfavorável deve comprometer a produção de uvas na região de Londrina. Ela, que é uma das vedetes na ceia de Natal, será vendida pela mesma tabela do ano passado. Esta é a previsão do produtor Adilson Miguel Betiati que espera colher nesta safra cerca de 20 mil quilos a menos que em 2002. ''Fez calor em julho, frio em setembro e faltou chuva'', explica Betiati, que é membro de uma tradicional família de viticultores de Apucarana.
A queda na produção da uva regional adiou a esperada redução no preço do produto. De acordo com Aline Mendonça, proprietária de uma loja de frutas no Mercadão Shangri-la, o quilo da fruta, que hoje custa R$ 4,50, deve chegar a R$ 3,50 às vésperas do Natal. A exceção deve ser a espécie kioho que é produzida em pequena quantidade nessa região e é vendida ao consumidor por R$ 9,00 o quilo. ''Ela tem a casca mais escura e grossa e só é colhida nesta época do ano'', disse Aline.
Cereja, pessego, ameixa e melão são outras frutas também muito requisitadas para compor a mesa da ceia. De maneira geral, os comerciantes acreditam que os preços deverão se equiparar a 2002. Mesmo assim, a rede Supermercados Muffato espera vender 15% mais que o ano passado. Segundo Roberto Telle, encarregado da compra de produtos perecíveis, a empresa deve investir em variedades e manter as tradicionais promoções. ''O crescimento será gradativo e alcançará seu pico após o dia 20. Venderá mais quem fizer a melhor exposição do produto e tiver as melhores condições de estocagem'', opinou.
Marina Onishi, que também comercializa frutas no Mercadão Shangri-la, disse que o ponto forte neste mês é a encomenda de cestas para presente. Nelas, normalmente, são incluídas espécies exóticas como a lichia, o mangostão e a atemóia. ''Este ano, vai haver pouca lichia no mercado porque a qualidade está ruim'', concordam Marina e Aline.
No box Onishi, o quilo da cereja custa R$ 14,00; a uva de primeira linha varia de R$ 3,50 a R$ 4,00 o quilo e o pêssego está entre R$ 3,50 e R$ 10,00. Segundo Aline, o pacote de 300 gramas de cereja, que atualmente é vendido a R$ 15,00, deve cair para R$ 9,00 nas próximas duas semanas; o melão de R$ 2,80 para R$ 2,00/quilo; o pêssego de R$ 5,00 para R$ 3,00/quilo; a ameixa de R$ 7,00 para R$ 5,00/quilo e a lichia deve ficar entre R$ 8,00 e R$ 10,00/quilo. ''Nossos preços são maiores porque garantimos a qualidade da mercadoria e oferecemos um atendimento personalizado'', frisou Aline, que espera vender em dezembro 40% mais em relação aos meses anteriores.
De acordo com o médico obstetra Alessandro Galletto, que é um dos frequentadores assíduos do Mercadão, o verão estimula o consumo de frutas, porque ajuda na hidratação do corpo. Nesta época, é aconselhável reduzir a ingestão de doces e frituras que aumentam a sonolência e tornam a digestão mais lenta.


