Curitiba - As temperaturas amenas neste mês têm afetado as vendas de roupas de verão. Com isso, as prateleiras das lojas ainda estão lotadas com as peças da nova coleção. Houve uma diminuição nas vendas de 10% a 15%, em média, mas há lojistas que tiveram redução de até 40%. A boa notícia é que os preços para o consumidor não subiram muito em relação ao mesmo período do ano passado e ficaram de 2% a 3% mais caros, índices mais baixos que a inflação do período que ficou entre 4% e 5%. A expectativa do comércio de confecção é vender, em média, 5% mais em relação ao verão do ano passado.
''A decisão de compra dos consumidores está sendo postergada, mas esperamos que isso seja transitório'', diz o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Curitiba e Região Metropolitana (Sindivest), Ardisson Naim Akel. A coleção nova já está nas lojas desde o início de setembro. Segundo ele, o comércio de moda está bem abastecido para atender os consumidores, mas ressalta que agora é possível encontrar uma variedade maior de produtos, modelos e cores do que na época de liquidações que acontece depois do Natal.
Na loja Lilac do Shopping Mueller, em Curitiba, as vendas caíram até 40% com o clima ruim. Nesta loja a coleção já está disponível desde o começo de setembro. ''Quando o tempo melhorar deve aumentar o movimento'', afirma a vendedora Selma Ferreira.
A naturóloga Fernanda Rauber admite não ter muito ânimo para compras quando o clima está ruim, mas procura as lojas para, ao menos, conhecer a coleção nova. Para a enfermeira Yasmin Arruda Dias a decisão de compra depende muito da vitrine. Mas ela não deixou de adquirir roupas de verão por conta dos contratempos do clima.
A vendedora da loja Farm, de Curitiba, Bruna Bauer, afirma que nos dias nublados e frios a venda cai um pouco. Segundo ela, há clientes que não se importam com o clima atual e já estão fazendo estoque para o verão. ''Se o tempo estivesse melhor venderia mais'', avalia.
Na Mandi e Co. a coleção está disponível desde o começo de setembro e as vendas já tiveram crescimento de 15%. Apesar do desempenho positivo, a subgerente Liliane Rodrigues acredita que as vendas poderiam ser melhores se o clima colaborasse.

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