Clima frio beneficiou redes de vestuário
Para a analista de varejo da Coinvalores, Sandra Peres, por conta do baixo nível de desemprego, em relação a anos anteriores, e do aumento da renda, as vendas das varejistas no segundo trimestre foram bastante favoráveis. Ela ressaltou que, especialmente entre as companhias de vestuário, o clima frio beneficiou as margens brutas, já que os artigos dessa coleção apresentam tíquete médio maior. A analista da Coinvalores salientou que, em razão da falta de grandes eventos de venda no terceiro trimestre, essas companhias tendem a manter margens parecidas às do segundo trimestre.
O analista-chefe da Concórdia Corretora, Leonardo Zanfelicio avalia que, mesmo com as medidas do governo, companhias como Renner e Marisa podem atingir crescimento de vendas este ano na faixa entre 8% e 10%. ''As vendas vão desacelerar, mas vão continuar favoráveis. Essa desaceleração, porém, não alterará os fundamentos das companhias, já que nenhuma sinalizou redução de investimentos'', concluiu.
Zanfelicio pontua que as varejistas de vestuário podem contabilizar impactos na margem Ebitda no segundo semestre pelo aumento das despesas pré-operacionais, em decorrência da aceleração no segundo semestre da abertura de lojas. Essas gastos elevam os custos das empresas num primeiro momento, mas que são diluídos ao longo do tempo. Segundo ele, o desempenho da margem Ebitda das redes de vestuário estará diretamente relacionado ao crescimento da receita no segundo semestre, que indicará o potencial de diluição destas despesas no resultado da companhia.
Outro fator destacado pelos analistas, na comparação com a crise de 2008, quando as varejistas optaram por cancelar investimentos e preservar caixa, é que neste momento os planos de expansão não foram alterados. ''Os shoppings centers têm uma lista de espera de empresas querendo se instalar'', destaca Sandra, da Coinvalores. Cabe lembrar que, durante os desdobramentos da crise de 2008, a indústria de shopping cancelou investimentos, gerando falta de espaço para locação nos centros de compra para a expansão das redes varejistas.
Os executivos da Lojas Americanas informaram plano de expansão de 101 novas unidades este ano, ampliando suas aberturas em comparação ao ano passado, quando 70 pontos de venda foram abertos. Na Marisa, a meta de abrir 57 novas unidades em 2011, supera a expansão do ano passado, de 53 unidades. Já os executivos da Hering destacaram que estão ''confortáveis'' com o cumprimento da meta de expansão deste ano.(AE)





