Clima faz com que questão energética seja prioridade
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terça-feira, 14 de novembro de 2006
Das agências 
Brasília - As atuais mudanças climáticas no mundo, que têm provocado ondas ou de frio ou de calor instensos em determinados pontos da Europa em estações diferentes do ano, tornaram a questão energética uma prioridade naquele continente.
A afirmação é do conselheiro da presidência da União Européia (UE), Antônio José Cabral, que desde ontem participa do seminário Brasil-UE: Estratégias e Políticas de Longo Prazo, em Brasília. O evento termina hoje.
Para Cabral, a agenda energética tem uma grande dimensão na Europa, constituindo uma preocupação dos dirigentes da comunidade, que congrega 27 países. A UE, segundo ele, está dando os primeiros passos na construção de uma política energética mais barata e que possa suprir as necessidades que se avizinham nos próximos anos.
''Esse era um tema impensável há alguns anos. Mas dado as alterações no clima e no quadro energético mundial (aumento do preço do barril de petróleo), em 2004 e 2005, teremos que conviver com uma energia cara daqui pra frente. Daí a busca por soluções mais baratas'', frisou o conselheiro, que não especificou quais seriam as saídas para a futura crise.
Cabral ressaltou que energia é um produto escasso na Europa, o que requer dos países membros da UE grandes investimentos em tecnologia e pesquisa para responder aos desafios futuros, principalmente aqueles advindos com as alterações climáticas.
Nairóbi - As negociações sobre o clima em Nairóbi entram em sua fase decisiva esta semana, quando os ministros de Meio Ambiente do planeta decidirão o que vai acontecer quando o Protocolo de Kyoto expirar em 2012 e como fortalecer os mecanismos de apoio aos países em desenvolvimento.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que abrirá amanhã as reuniões, anunciará a participação de vários organismos da ONU, assim como do Banco Mundial, no apoio a projetos ''limpos'' nos países menos avançados, sobretudo do ponto de vista financeiro, informou uma fonte diplomática ocidental. Até sexta-feira, segundo a fonte, serão debatidos possíveis acordos sobre o acesso dos países pobres aos dispositivos de ajuda previstos pelo Protocolo de Kyoto.


