O clima quente e seco no Brasil impulsionou as cotações futuras do café arábica e robusta, refletindo no aumento dos preços físicos do produto. De acordo com o corretor Carlos Amaral, de Londrina, na Bolsa de Nova York a alta foi de 540 pontos anteontem e 690 pontos ontem. Já na Bolsa de Londres, segundo o Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura ''Luiz de Queiroz'', de Piracicaba (SP), a valorização foi de US$ 26 por tonelada para os contratos de janeiro.
No mercado interno, o Cepea informou que o arábica foi valorizado em mais de R$ 10,00 por saca, e o robusta, na média de R$ 5,00 por saca, com relação à semana passada. O arábica tipo 6 bica corrida foi cotado em R$ 170,00/saca e os grãos mais finos, entre R$ 173,00 e R$ 175,00. Já o conilon tipo 6 peneira 13 acima custou de R$ 112,00 a R$ 115,00/saca e o conilon tipo 7/8, em torno de R$ 105,00/saca. Os preços são de anteontem. Em Londrina, a saca do arábica tipo 6 bebida dura custava R$ 160 ontem à tarde.
Para Carlos Amaral, a alta não tem explicação concreta. ''O mercado está especulando por causa da seca em Minas Gerais'', opinou. Ele acredita que pode haver realização de lucros a qualquer momento porque fundos de pensão norte-americanos e europeus ''compraram forte'' em Nova York. Essa conjuntura, segundo o corretor, pode puxar as cotações para baixo. ''O produtor que ainda tem café deveria vender pelo menos uma parte'', aconselhou.

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