O preço do milho, ontem, em Ponta Grossa, chegou a R$ 12,30. Foram poucos os negócios mas a pedida chegou a R$ 12,50, que pode ser o preço nos próximos dias, na opinião de corretores, desde vários fatores, inclusive o clima, concorram para isto.
As empresas especializadas em análise de mercado, como a FNP Consultoria & Nercado, estão apontando o preço de Ponta Grossa como ‘‘nominal’’, já que o mercado está indefinido.
A ascensão dos preços do milho, porém, parece real. Em Maringá, ontem, houve negócios a R$ 12,00. Em Paranavaí o mínimo foi de R$ 9,80. Há poucos compradores, mas o mercado é firme em função de várias razões.
As razões 1) Quebra real da safra no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, 2) Difuldade para importar, principalmente da Argentina, nosso principal fornecedor; as dificuldades da Argentina são de ordem política e cambial, 3) Aumento da demanda já apontado pelas associações de avicultura e suinocultura; avicultura prevê aumento das exportações de frango, 4) Redução acentuada da áreaa de plantio do milho nesta safra. A informação é do analista de mercado Adriano José Timossi.
Apesar da aproximação da colheita da safra de verão, os preços estão reagindo e isto prenuncia preços ainda mais alto ainda no segundo semestre, segundo as cooperativas do Paraná.
O principal de todos esses fatores está relacionado à produção da atual safra. Além da redução da área, em algumas regiões, ocorreram pequenos veranicos prejudicaram o bom desenvolvimento. Além disso, houve quebra da safra gaúcha diante da seca que atinge várias regiões.
Outro analista, Carlos Cogo, do Rio Grande do Sul, observa que diante de uma menor safra - ainda sujeita a riscos climáticos - e de uma demanda crescente, o Brasil terá de importar milho. Os preços internos serão nivelados pelas cotações internacionais e isto é bom para o setor produtivo, conforme técnicos da Conab.
As cooperativas do Paraná acham que o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (que não são auto-suficientes em milho e têm um grande consumo) devem aumentar suas compras no Estado do Paraná. Essas compras podem começar mais cedo este, porque as empresas vislumbram um quadro de escassez geral. Mesmo que a quebra da safra gaúcha seja pequena, o fato dá margem à especulação e elevação dos preços, segundo os analistas.

mockup