O tempo de espera nas agências do trabalhador no Paraná tem sido grande - em Londrina, chega a cerca de cinco horas - mas nem isso desanima os trabalhadores que pretendem reconquistar o registro na carteira profissional. A reportagem da FOLHA conversou com alguns deles na última sexta-feira e constatou que o otimismo é grande.
Com sete anos de experiência como secretária, Vera Ribeiro, 30 anos, se viu sem emprego há cinco meses depois que a empresa onde trabalhava mudou de dono e houve um enxugamento de pessoal. Ela lamenta que por não ter concluído o curso de secretariado acabou perdendo uma vaga recentemente. Com o fim do seguro desemprego, retomou a busca por uma nova oportunidade e admite até mudar de área caso não encontre nenhuma chance na carreira que tem mais experiência. ''Estou com muita esperança em conseguir um emprego logo mas a concorrência está grande'', comenta.
Com a zeladora Maria das Dores Ferreira, 53, ocorreu situação semelhante, que deixou o emprego há cinco meses depois de aceitar uma proposta de desligamento feito pela empresa. ''Falaram que iam me chamar de volta mas até agora nada. Então estou procurando outro emprego porque não posso esperar o Papai Noel colocar um presente na minha porta'', diz. Com apenas o Ensino Fundamental completo, ela sabe que as oportunidades são cada vez mais ralas. ''Mas tenho confiança e fé que este ano vai ser melhor porque se for pior o brasileiro não aguenta'', brinca.
Leandro Claro, 20, tem experiência como auxiliar administrativo, cursa ensino superior (Publicidade) e, por isso, considera ter qualificação suficiente para ser empregado. Mas, como se mudou para Londrina recentemente e precisa de recursos para bancar os estudos, diz que aceita o que surgir. ''Mesmo que o salário for mais baixo do que eu ganhava vou aceitar porque preciso para continuar estudando.'' (L.A.)

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