César AugustoBoa investidaMarchiori, gerente do Carrefour: ‘‘Entramos no clima da feira e as vendas totais da loja cresceram’’O clima country tomou conta de Londrinacom a 38ª Exposição Agropecuária e Industrial que termina hoje. A moda cowboy não ‘pegou’ apenas no parque Ney Braga. Lojas do centro da cidade prepararam as vitrines usando selas, chapéus e botas para atrair os consumidores. O Carrefour foi uma das empresas que resolveu investir nesse segmento, montando uma mini-fazenda com pôneis, cabritos, ovelhas, gansos, vaca. Tudo de verdade. Além disso, os operadores dos caixas trabalharam vestidos a caráter.
O diretor do Carrefour, Edgar Marchiori, diz que o investimento, que não chegou a R$ 5 mil, teve retorno compensador. Ele afirma que a promoção não serviu apenas para incrementar as vendas da moda country. Marchiori contabiliza um aumento de 5% no número de clientes em relação ao ano passado. ‘‘Entramos no clima da feira e as vendas totais da loja acabaram crescendo’’.
O aumento nas vendas de produtos como camisa xadrez e calças jeans foi de 7%. Nesta época, o Carrefour também comercializa selas, fivelas, cintos e até erva para tererê, uma das bebidas preferidas dos vaqueiros. Normalmente o produto não é vendido pelo supermercado.
As vendas da loja Ranch Store dobraram em relação aos primeiros meses deste ano. Em comparação com a feira do ano passado, o aumento foi de 52,8%. O encarregado financeiro, Cristiano Ferreira, diz que, somados, os 11 dias de feira representam a segunda data mais forte, perdendo para o movimento no Natal. Ele conta que neste ano a empresa também forneceu produtos para o Carrefour e o Muffatão. ‘‘Todo mundo quer se produzir para participar da feira’’, diz. A Ranch Store monta estandes em 25 exposições do Brasil, fora as festas de peão como a de Barretos e Americana, ambas no interior de São Paulo.
Ele diz que as vendas na Exposição de Londrina, embora seja a segunda maior do País, superam todas as outras 25, só perdendo para o rodeio de Barretos, o mais famoso do gênero no País, e para o Congresso dos Criadores de Cavalos Quarto de Milha, em Bauru (SP). A loja da Ranch Store vende artigos de R$ 1 (adesivos) a R$ 4,5 mil (selas) e oferece mil itens diferentes. Para sair vestindo traje completo - calça, bota, camisa, chapéu, fivela, cinto e até perfume da linha country - é preciso desembolsar R$ 431.
Na Wrangler, a compra de um ‘kit’ cowboy, com calça jeans, camisa xadrez, bota cano baixo, cinto e chapéu sai por R$ 268. Segundo o proprietário da loja Alex Scoralick, neste mês as vendas vão aumentar 20%. Na semana que antecedeu a Exposição, o acréscimo chegou a 35%. ‘‘Os consumidores resolveram se preparar antes para ir à Feira’’.
Augusto Maciel, dono da Artcouro, disse que as vendas este ano estão iguais às do ano passado. ‘‘Mas não dá para reclamar’’, diz. O incremento em relação a meses normais foi de 40% em sua loja, no centro da cidade. Somando com as vendas de seu estande, montado no Parque Ney Braga, o aumento foi de 60%.
Na Exposição Agropecuária, um dos produtos mais procurados é o chapéu. No estande da Selaria Minas Gerais, de Santo Antônio Platina, Norte Pioneiro, os mais vendidos são os emborrachados, que custam entre R$ 5 e R$ 10. (Colaborou Patrícia Zanin)

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