A elevação nos preços de alguns itens da cesta básica no mês de abril em relação a março também é sentida nas feiras livres de Londrina e não apenas nos supermercados. Consumidores que freqüentam as feiras reclamam dos reajustes, mas boa parte acaba levando os produtos, principalmente os de melhor qualidade. Eles consideram pequena a diferença de um produto para outro, apesar da alta nos preços.
  A banana e o feijão foram os itens que mais subiram na cesta básica. Na feira-livre da Avenida São Paulo, no centro de Londrina, a dúzia da banana ontem, foi encontrada por R$ 1 e R$ 1,50 (nanica e maçã) e até R$ 3 (prata). A dona de casa Sumiko Tino comenta que na semana passada pagou R$ 1,40 na dúzia da banana nanica. A diferença é pequena, mas coube reclamação. ‘‘Abaixar o preço é raro e a gente precisa levar’’, afirmou enquanto escolhia uma dúzia. Já a dona de casa Badria Cury não reclamou do preço. ‘‘Paguei R$ 1 a dúzia na semana passada e esta semana encontrei pelo mesmo preço. Acho que está bom’’.
  Já o feijão, com um reajuste de 7,9% na pesquisa da cesta básica, também teve o preço alterado na feira. O quilo das duas variedades mais vendidas, podia ser encontrado por R$ 2,70 (rosinha novo) e R$ 3 (carioca novo). Na mesma feira na semana passada, os mesmos produtos custavam R$ 2,40 e R$ 2,70. A feirante Terezinha Paulini Brocanello comenta que o preço da saca do feijão subiu muito. Na semana passada ela pagou R$ 105 pela saca de 60 quilos do carioca novo. ‘‘Esta semana o mesmo feijão foi para R$ 130. Não tem como não aumentar o preço’’, justifica.
  A dona de casa Alva Tonda considera o preço alto, mas leva em conta a qualidade do produto. ‘‘Está caro, mas compensa. É um produto de primeira’’. Ela complementa ressaltando o velho hábito do brasileiro. ‘‘Arroz e feijão não podem faltar em uma casa. Não tem como tirar ou substituir esses produtos’’.

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