Clientes reclamam dos serviços de operadora
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
Ana Paula Nascimento 
Pouco mais de um ano após iniciar o atendimento em Londrina, a operadora GVT acumula nove queixas de consumidores do Procon local. A maioria das reclamações está relacionada à prestação de serviços e forma de cobrança das contas telefônicas. Os clientes também reclamam da morosidade no atendimento. É o caso da assistente administrativa Sandra Camacho, que atraída pelas vantagens econômicas instalou uma linha GVT em sua residência.
A economia era significativa, principalmente na ligação de fixo para fixo, disse Sandra. Mas ela criticou a morosidade do atendimento. Uma vez precisei que desligassem o meu telefone por 30 dias, para contenção de despesas, e eles demoraram o mesmo período para atender o meu pedido, disse, acrescentando que o atendimento pelo 0800 também é muito demorado.
Depois de diversos transtornos e cobrança indevida de contas, Sandra decidiu formalizar a queixa no Procon e cancelar a linha. No momento estou sem telefone. Quando preciso fazer alguma ligação, utilizo o celular do meu filho. A minha esperança é que mais empresas entrem em concorrência na nossa região e realmente ofereçam serviços de mais qualidade e preços competitivos, concluiu.
Uma microempresária, que não quis se identificar, também achou vantagem na linha GVT, optando pela troca no mês de agosto do ano passado. No início de dezembro, a caixa externa da instalação da GVT ficou molhada com água de chuva e ela ligou para o serviço de atendimento ao cliente. Após diversas ligações, no dia 6 de dezembro a assitência foi até a sua casa, mas acabou desligando o aparelho ao invés de consertar. Impedida de falar ao telefone, ela teve prejuízos. Fabrico camisetas, e com o problema no telefone não pude me comunicar adequadamente com os meus fornecedores e clientes, gerando problemas de estoques, comentou.
Ela fez a reclamação no Procon em 26 de dezembro. No mesmo dia, seu telefone voltou a funcionar. Na última sexta-feira, a empresa e a consumidora fecharam um acordo e ela disse que retiraria a queixa do Procon.
O coordenador-geral da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), em Londrina, Tito Valle, informou que a empresa tem sido bastante receptiva na resolução dos casos.


