Pouco mais de um ano após iniciar o atendimento em Londrina, a operadora GVT acumula nove queixas de consumidores do Procon local. A maioria das reclamações está relacionada à prestação de serviços e forma de cobrança das contas telefônicas. Os clientes também reclamam da morosidade no atendimento. É o caso da assistente administrativa Sandra Camacho, que atraída pelas vantagens econômicas instalou uma linha GVT em sua residência.
‘‘A economia era significativa, principalmente na ligação de fixo para fixo’’, disse Sandra. Mas ela criticou a morosidade do atendimento. ‘‘Uma vez precisei que desligassem o meu telefone por 30 dias, para contenção de despesas, e eles demoraram o mesmo período para atender o meu pedido’’, disse, acrescentando que o atendimento pelo 0800 também é muito demorado.
Depois de diversos transtornos e cobrança indevida de contas, Sandra decidiu formalizar a queixa no Procon e cancelar a linha. ‘‘No momento estou sem telefone. Quando preciso fazer alguma ligação, utilizo o celular do meu filho. A minha esperança é que mais empresas entrem em concorrência na nossa região e realmente ofereçam serviços de mais qualidade e preços competitivos’’, concluiu.
Uma microempresária, que não quis se identificar, também achou vantagem na linha GVT, optando pela troca no mês de agosto do ano passado. No início de dezembro, a caixa externa da instalação da GVT ficou molhada com água de chuva e ela ligou para o serviço de atendimento ao cliente. Após diversas ligações, no dia 6 de dezembro a assitência foi até a sua casa, mas acabou desligando o aparelho ao invés de consertar. Impedida de falar ao telefone, ela teve prejuízos. ‘‘Fabrico camisetas, e com o problema no telefone não pude me comunicar adequadamente com os meus fornecedores e clientes, gerando problemas de estoques’’, comentou.
Ela fez a reclamação no Procon em 26 de dezembro. No mesmo dia, seu telefone voltou a funcionar. Na última sexta-feira, a empresa e a consumidora fecharam um acordo e ela disse que retiraria a queixa do Procon.
O coordenador-geral da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), em Londrina, Tito Valle, informou que a empresa tem sido bastante receptiva na resolução dos casos.

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