Clientes não saem de mãos vazias

Na opinião de Lucélia Santos gerente de uma loja de CDs o consumidor está mais confiante e eclético este ano. ''Normalmente, ele costuma pesquisar muito antes de comprar. Mas, curiosamente nesta data, ele não sai da loja de mãos vazias''.

Para Jonathan Rocha gerente de uma badalada franquia de roupa jovem o mês começou bem porque os clientes estão comprando e pagando mais em relação ao ano passado. ''Este ano, a rotina de vendas foi quebrada porque os tradicionais meses bons para o comércio não foram tão bons assim e aqueles considerados fracos fecharam o balanço muito bem. Por isso, é difícil prever o impacto nas vendas dessa semana'', disse Rocha que também está surpreso com o uso do cartão de crédito.

De acordo com Rita Sampaio Figueiredo proprietária de uma franquia de chocolates importados a chegada antecipada do inverno foi providencial. Segundo ela, o faturamento do mês deve crescer entre 20% e 25% graças à data. ''O chocolate é um produto muito sedutor e, desta vez, tem sido mais procurado pelas mulheres'', comentou.

A justificativa dos consumidores para a prorrogação na 'gastança' é a indecisão. A vendedora Daniele Bustolin, casada e mãe de dois filhos, ainda está pesquisando porque os preços estão mais altos este ano. Sua intenção é comprar uma blusa de inverno para o marido e pagar, no máximo, R$ 100,00.

O estudante Thiago Neves também optou por roupa, mas ainda não sabe o que comprar. ''Até agora, parece que sempre acertei nos presentes'', disse o rapaz comprometido há quatro anos. O operador de máquinas Marcelo Pereira da Silva disse que vai decidir no último momento, mas não pretende gastar mais que R$ 30,00 na lembrança. ''O aniversário dele é no final do mês e, por isso, devo comprar um presente só'', disse a vendedora Andreia Montezini, casada há seis anos. (B.R.)

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