Curitiba - O primeiro dia da volta ao horário normal de atendimento nos bancos foi marcado por muita confusão e filas nas principais cidades do Paraná. Desde ontem, as instituições bancárias estão abrindo das 10 às 16 horas em Curitiba, das 11 às 16 horas em Londrina e Maringá e das 10 às 15 horas em outras cidades do Interior. Muitas pessoas procuram as agências às 9 horas, que era o horário de abertura até a semana passada.
O Banco do Brasil informou, por meio da assessoria de imprensa, que pela manhã foram registradas longas filas. As pessoas que chegaram às 9 horas tiveram que esperar e esses clientes se juntaram àqueles que chegaram no horário correto. O mesmo aconteceu na Caixa Econômica Federal. Outros bancos procurados pela reportagem preferiram não informar como foi o atendimento ontem.
A Coordenadoria de Defesa e Proteção ao Consumidor (Procon) de Curitiba informou que não houve registro de reclamações sobre o tempo de espera nos bancos ontem. A previsão é de atendimento seja normalizado durante a semana.
O horário especial foi determinado pelo Banco Central em função do racionamento de energia e começou a ser praticado em junho. Os bancos não informaram quanto economizaram com energia no período. O horário de atendimento nos caixas 24 horas, também alterado com a crise energética, não vai retornar ao normal. Esses postos de atendimento continuam funcionando das 6 às 22 horas, a pedido da Federação das Associações Brasileira de Bancos (Febraban) ao Banco Central. A Febraban alega que durante a madrugada ocorriam muitos assaltos e sequestros-relâmpagos.
A maioria dos clientes bancários prefere o horário normal de atendimento, das 10 às 16 horas em Curitiba. ‘‘É melhor porque eu faço cobranças pela parte da manhã e agora à tarde tenho mais tempo para ir ao banco’’, disse o empresário José Francisco Baran. O gerente comercial Edmar Cardoso Luna concordou. ‘‘É mais interessante para as empresas terem mais tempo de movimentação, para só depois irem ao banco’’, disse. O comerciante Aloísio Wippel disse que preferia o horário antigo. ‘‘Era bom porque eu podia resolver as questões do banco mais cedo e depois ficava liberado’’, observou.

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