Clientes enfrentam filas no primeiro dia após a greve
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - As agências bancárias do Paraná voltaram a funcionar ontem depois da greve que durou 23 dias. Os bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil foram os mais procurados pelos clientes. Para tentar minimizar os problemas no retorno, a Caixa ampliou o horário de atendimento no Estado. Na capital, vai abrir das 9 às 16 horas até amanhã. Em Londrina, das 10 às 16 horas, durante esta semana.
As agências da Caixa em Curitiba, principalmente as do centro, estavam bem movimentadas e tiveram filas. O Banco do Brasil informou que o movimento também foi intenso nas agências, mas não houve ampliação do horário normal de atendimento. O Bradesco foi procurado pela reportagem, mas informou, por meio da assessoria de imprensa, que não estava comentando o assunto e que iria "seguir as determinações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)". No Itaú e no Santander, o horário de atendimento não foi alterado. O HSBC foi procurado pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta edição.
A Fenaban informou, por meio de nota, que cada instituição financeira adotará as medidas necessárias para melhor atender o público no período pós-greve. Ainda, segundo a Federação, a compensação dos dias parados será feita com a ampliação da jornada de trabalho em uma hora diariamente até 15 de dezembro.
A entidade esclareceu ainda que a população tem à disposição uma série de canais alternativos para a realização de transações financeiras. Os bancos oferecem aos clientes opções como os caixas eletrônicos, a internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, todas as agências bancárias do Estado abriram e funcionaram normalmente ontem. No total, são 1.591.
Em Londrina, os clientes enfrentaram longas filas. Na Caixa Econômica da Catedral, a recepcionista Alessandra Oliveira Almeida esperava para agendar atendimento e receber seu fundo de garantia. "Estou aflita porque faz dias que eu preciso do dinheiro. As contas estão atrasadas. Essa greve foi um transtorno para mim", afirmou. O advogado Sidnei Carlos do Nascimento enfrentava a mesma fila. "O penhor venceu durante a greve. Agora tenho de correr atrás. A categoria dos bancários é organizada, tem direito de fazer greve, mas só pensa nela",criticou.
A greve terminou depois que a categoria aceitou a proposta da Fenaban, que concedeu 8% de reajuste salarial, elevação de 8,5% no piso, aumento de 10% sobre a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e uma elevação de 2% para 2,2% no percentual de lucro que deve ser distribuído pelos bancos. Os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial de 11,93%, sendo 5% de aumento real, e maior participação nos lucros e resultados. Também pediam, entre outras coisas, um piso salarial de R$ 2.860,21.


