O casal de aposentados Maria de Magdala Costa e Victor Hugo Cunha não compartilha da mesma opinião sobre a etiquetagem dos produtos. Para Victor Hugo, os preços nas gôndolas são vísiveis e não complicam em nada. Já Maria Magdala acha que na época da etiquetagem era melhor. ''Apesar de ter que pôr óculos para ver, acho melhor o preço individual'', disse ela. Já Victor Hugo acredita que, nesta época, existia os maus intencionados que trocavam as etiquetas dos produtos para tentar pagar menos, por isso prefere ver os preços nas gôndolas.
A fisioterapeuta Ligian Muliterno Pelegrino já passou pelo constrangimento de comprar um produto por um preço e ao chegar no caixa ser outro.''Eles acabam cobrando o valor que está na gôndola, mas para evitar isso é bom usar o aparelho que faz a leitura no código de barras'', comenta ela, acrescentando que prefere os preços nas gôndolas por serem mais vísiveis, porém é sempre bom que as pessoas estejam atentas. Sobre a máquina de remarcar preço, ela acha um retrocesso. ''Imagina quantas clicladas o funcionário tinha que fazer durante a semana. Esse movimento pode dar LER (lesão por esforço repetitivo)'', alertou.
A dona de casa Maria Helena Teixeira também prefere a etiquetagem em cada item para não correr risco de se enganar com o preço. ''Antes a gente sabia o que estava pagando. Hoje, tem essas máquininhas (tira-teima) mas quem sabe usar é minha filha'', disse ela. Para a arquiteta Cláudia Grassano Ortenzi, o único problema é o preço da gôndola não ser igual ao do caixa. ''Isso já ocorreu várias vezes comigo. Por isso, fico de olho na hora de passar pelo código de barras do caixa''.(V.B.)

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