Clientes destacam taxa menor que financiamento

A empresária Aylla Camila Vejam escolheu o consócio para comprar uma moto porque estava assustada com as dificuldades para conseguir crédito em bancos. "Não tinha condições de dar uma entrada, nem de pagar as taxas de juros que estavam pedindo em um financiamento", afirma.
Depois de consultar amigos que já tiveram cotas de consórcios, ela optou pela modalidade de compra apenas pelas facilidades, ainda que precisasse de um transporte ágil e em pouco tempo. Isso porque ela saiu das casas dos pais e, além de trabalhar, faz faculdade. "Fui muito sortuda, porque fui sorteada no terceiro mês e consegui a moto sem nem mesmo precisar dar um lance."
Apesar da crise econômica, Aylla não se assusta com o risco de contrair novas dívidas. "Fiquei receosa, mas não desisti. Peguei uma que não tivesse uma parcela tão cara", explica.
Para a comerciante Clarice Matsuda Feltran, o consórcio representa uma forma de poupar. "Não consigo guardar dinheiro de outro jeito", revela. Com uma casa própria já quitada e o projeto de transformá-la em um centro de estética, ela investiu em uma cota de imóvel e o marido comprou outra. "Saiu uma em sorteio e estou reformando o sobrado. A outra cota nós vamos usar para comprar outro lugar para morar", completa. (F.G.)





