Clientes de bancos exigem mais segurança em operações
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terça-feira, 09 de outubro de 2007
Reportagem Local 
O Instituto de Pesquisa Fractal, empresa que está entre as melhores do mercado de pesquisa e consultoria de negócios do Brasil, apresenta Painel da Indústria Financeira 2006 - Premium. O novo comportamento das classes sociais A e B, em relação às transações bancárias, levando-se em consideração pessoas com renda acima de R$ 4 mil.
A pesquisa é realizada anualmente nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Salvador, Brasília, Florianópolis e Campo Grande, nas cidades paulistas de Campinas e Ribeirão Preto, além de Joinville e Blumenau, localizadas em Santa Catarina. Foram entrevistadas 2.481 pessoas, entre 2005 e 2006, com idade entre 31 e 50 anos.
Dentre os principais resultados do estudo, destaca-se a queda significativa de 7% do uso da internet, é a exigência em investimentos em sistemas de segurança e tecnologia dos bancos, em relação ao ano anterior.
''Este indicador foi impulsionado pelos casos de fraudes na internet e na invasão dos sistemas bancários. Observamos que, entre 2005 e 2006, houve uma redução significativa de 7% no uso dos canais de internet, tanto para fazer transferências quanto para transações simples, como extratos e pagamento de contas'', avalia Celso Grisi, diretor presidente da Fractal e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA)
A pesquisa mostra também que a utilização dos serviços de máquinas de auto-atendimento cresceu, em média, 6,5% de 2005 para 2006. Um índice de destaque foi a redução nos contatos por telefone feitos pelos clientes das instituições financeiras.
Nas classes A e B, para cerca de 88%, dos entrevistados o maior atrativo para o uso regular dos bancos é a competitividade nas tarifas e o pequeno grau de desburocratização das agências. Já 89% dos participantes do estudo têm como principal exigência a capacidade de resolução rápida e tomada de providências em caso de erros.
''Tendo como principal meta a redução do número de idas às agências, este tipo de consumidor procura bancos que ofereçam formas alternativas de fazer seu banking, produtos diferenciados e de alta qualidade, além do bom nível de atendimento e rentabilidade nas aplicações'', avalia Grisi.


