Curitiba - Quase um mês depois da auto-falência da Implantes Odontológicos do Brasil (Imbra) os clientes continuam sem resposta para os serviços que não foram prestados pela empresa. Só a Delegacia do Consumidor (Delcon) recebeu queixas de 30 pessoas. No Procon-PR já foram registrados outros 24 atendimentos. A estimativa é que, só em Curitiba, 35 mil pessoas foram prejudicadas.
A Delcon instaurou um inquérito para investigar denúncias de estelionato e fraudes. O delegado da Delcon, Vilson Alves de Toledo, disse que ocorreram casos de pessoas com dentes bons arrancados. Outro cliente pagou os serviços com cheques pré-datados e depois recebeu um carnê com os mesmos valores para pagar a dívida.''A empresa trouxe danos não só financeiros, mas morais e psicológicos para os clientes'', disse.
O inquérito deve ser encaminhado para a Vara de Inquéritos Policiais e ainda conta com acompanhamento da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual.
Ele aconselha os clientes a entrarem na Justiça para habilitar os créditos que têm a receber no processo de falência. Outra recomendação é procurar o Juizado Especial Cível e solicitar uma medida cautelar com tutela antecipada para declarar a inexigibilidade de débito para o cliente não ter que continuar a pagar as parcelas do serviço que não foi realizado e para que o banco não cobre.
A Imbra ingressou com pedido de auto-falência na 2º vara do Tribunal de Justiça de São Paulo no último dia 6.

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