Um meio de contato constante e rápido com o mundo. É isso que se espera de um telefone celular, um dos produtos mais vendidos nos últimos anos no Brasil, mas que, em Londrina, tem levado muitos consumidores a prestar queixas à Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). A operadora Global Telecom tem sido alvo constante de reclamações no órgão.
O funcionário da Universidade Estadual de Londrina, Jair Carlos Teodoro, foi vítima das constantes falhas de seu aparelho. Ele mora no Jardim Columbia 2, zona oeste de Londrina, região próxima a Cambé. Não tem telefone fixo em casa, apenas o aparelho celular. No ano passado, ao ser assaltado, tentou insistentemente chamar a polícia: ‘‘Eu ligava no 190 e só caía em Cambé. E sabe como é a polícia, né? Eles não quiseram transferir a ligação para Londrina. Só depois de uns 45 minutos é que eu fui conseguir falar com a polícia de Londrina’’.
Teodoro registrou queixa no Procon, participou de audiência com representantes da Global Telecom, sua operadora, mas de nada adiantou. Resolveu então ingressar uma ação contra a empresa no Juizado de pequenas causas. ‘‘Quero meu dinheiro de volta. Paguei R$ 249,00 no celular’’.
Quem sofre dos mesmos problemas é o representante comercial Marcelo Moreira Corgosinho. Ele precisa do celular para uso essencialmente comercial. ‘‘Mas fica direto fora de área, dá ocupado quando era para estar funcionando. Perdi uma porção de clientes com esses problemas. Agora mudei para outra empresa’’.
A Folha tentou conversar com o diretor de vendas da Global Telecom, Raul Galhano, desde a última quarta-feira, mas não obteve retorno. Segundo a assessoria da empresa, Galhano estava em reuniões.

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