Os clientes da operadora de telefone móvel Global Telecom que comprovarem que foram prejudicados pela pane que atingiu a central telefônica da empresa em Curitiba no dia 18 de maio devem procurar o Procon para serem ressarcidos. A palavra é do coordenador do Procon, Naim Akel Filho, que explica que as empresas devem responder pela qualidade dos serviços prestados.
Naim Akel diz que a Coordenadoria também está atenta a eventuais cobranças indevidas da Global referentes ao período de interrupção de ligações. ‘‘Alguns usuários disseram que naquele dia discavam um número, mas a ligação não se completava. Resta saber se essas ligações não serão lançadas nas contas dos clientes’’, adverte. Akel diz que no Procon há reclamações referentes a outros dias em que os serviços da operadora não funcionaram.
De acordo com Naim Akel, as operadoras de telefonia monitoram toda a movimentação das linhas seguindo determinações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Por essa razão, explica ele, o Procon tem condições de analisar eventuais problemas causados aos clientes.
Segundo o presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, a interrupção no dia 18 de maio foi causada pelo congestionamento de linhas. ‘‘Com o sucesso de lançamento de um novo produto, houve grande aumento de assinantes em um espaço muito curto de tempo’’, explica. Ele diz que a pane que atingiu a central de Curitiba durou apenas das 19 horas às 22 horas. Para Bloomfield, não há razão nesse caso para que a Global pague algum tipo de indenização aos usuários. Ele diz que como as taxas de telefone são condicionadas ao uso, não houve prejuízo para os clientes. ‘‘Se não foi usado, não foi taxado’’, resume.

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