São Paulo - A Anatel avalia que o telefone popular é interessante apenas para quem fala menos de 60 minutos por mês em ligações locais, o que dá uma média de dois minutos de ligação por dia. ''O cliente vai pagar uma taxa de assinatura para deixar o telefone no gancho'', disse o advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Luiz Moncau, que concorda com a avaliação de que esse serviço não apresenta vantagens.
A Fundação Procon-SP e outras entidades de defesa de consumidor organizaram uma frente para pressionar o governo federal a impedir a venda do telefone popular pelas operadoras. ''O entendimento da fundação e das entidades é que o plano prejudica os interesses dos consumidores'', diz o Procon em nota.
O Aice também não terá a chamada modulação horária, que permite ao usuário, no telefone convencional, pagar apenas um pulso para fazer ligações de madrugada e nos fins de semana, o que é usado na maioria das vezes para o uso da internet. A assinatura será paga em conta e para fazer ligações o cliente deverá adquirir créditos, nos cartões, assim como é no celular pré-pago. O cartão mais barato deverá custar de R$ 10,00 a R$ 15,00.
O novo serviço começa a ser ofertado em localidades com mais de 500 mil habitantes (veja quadro), que correspondem a 25% da população brasileira. Também será obrigatório, a partir de hoje, nas principais capitais do País e, em janeiro, nas cidades com mais de 300 mil habitantes. O Aice será adotado em julho de 2007 onde houver mais de 100 mil habitantes e, em janeiro de 2008, em todas as localidades com mais de 300 mil habitantes.
Somente poderá contratar o Aice quem não tiver telefone fixo em casa. De acordo com estimativas do Ministério das Comunicações, ainda existem no Brasil 27 milhões de famílias sem telefone fixo. Atualmente, são 40 milhões de linhas fixas em todo o País e 92,3 milhões de celulares. (Das agências)

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