Os 1.046 ex-clientes do Banco Nacional que tiveram contas usadas à sua revelia para encobrir o rombo de R$ 9,2 bilhões no patrimônio da instituição podem, em tese, exigir na Justiça reparações cíveis (indenizações em dinheiro). A informação foi divulgada ontem pelo procurador da República Rogério Nascimento, um dos encarregados de acompanhar o inquérito encaminhado anteontem ao Ministério Público.
Teoricamente, poderiam sofrer processos, por exemplo, os ex-controladores do Banco Nacional (família Magalhães Pinto), a União (que assumiu a ‘‘parte podre’’ do banco) e até o Unibanco (que ficou com a ‘‘parte boa’’). Perícias contábil e de informática anexadas ao inquérito mostraram que foram manipuladas de forma supostamente irregular as contas de clientes entre 1988 e 1995.
Quando houve a intervenção do BC, em novembro de 95, 652 dessas contas estavam ativas. Muitas eram de empresas já fechadas. Outras, porém, ainda funcionavam e tinham saldado suas dívidas.

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