A consultora de vendas Rosana Maia perdeu as contas de quantas cotas de consórcio teve em mãos, mas acredita que foram mais de dez. Iniciada no sistema pelo primeiro patrão, ainda com 14 anos, ela se tornou defensora da compra planejada. Do terreno da casa onde em Londrina mora ao carro que dirige, tudo foi adquirido com cartas de crédito.
Rosana conta que comprou a primeira cota aos 14 anos, orientada pelo patrão no primeiro emprego que conseguiu. Ele sugeriu o sistema como uma forma de poupança, para evitar que, pela inexperiência financeira, ela gastasse todo o salário. A hoje consultora foi sorteada quatro meses depois no consórcio de uma mobilete e não parou mais. ''Fiz outro de moto, de carro, e tudo o que conquistei foi pelo consórcio'', diz.
Defensora do sistema e contrária ao financiamento, Rosana indicou a compra por consórcios para amigos e parentes. ''Meu pai, meu irmão, minha família se envolveu depois de mim. Sempre que preciso trocar de carro, tento comprar uma cota já iniciada ou nova.''(F.G.)

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