O servidor público Jaminus Quedaros de Aquino teve uma supresa ao encontrar a lateral de seu carro riscada, na última quinta-feira, no estacionamento do supermercado Carrefour, em Londrina. O local é vigiado e oferece seguro. Confiante de que o estabelecimento pudesse arcar com o prejuízo, ele procurou a gerência, mas teve outra surpresa. Segundo relata, o gerente que ele identificou apenas como Donizete informou-lhe que o Carrefour não irá se responsabilizar pelo dano.
A justificativa é de que não há provas de que o carro foi riscado no interior daquele estacionamento. O servidor público garante que chegou ao local com o veículo intacto. ''Quando cheguei no carro havia um carrinho de supermercado ao lado. Desconfio que alguém empurrou ou outro veículo bateu no carrinho, empurrando ele pra cima do meu carro'', conta.
Diante da recusa do gerente de analisar o caso, o servidor tentou fazê-lo assinar uma declaração, informando que o Carrefour não se responsabilizava pelo dano, mas ele se recusou. Jaminus chamou a Polícia Militar e foi feito um registro da ocorrência.
A assessoria de imprensa do Carrefour informa que o supermercado não se dispõe a pagar por um prejuízo que supõe não ter ocorrido dentro de seu estacionamento. De acordo com a assessoria, ao saber do ocorrido, dois gerentes Sérgio Aparecido Alves da Silva e Antonio Donizete de Miranda foram até onde o carro estava estacionado e constataram que o risco estava a uma altura de cinco a sete centímetros acima da altura do carrinho de supermercado. Isso, na avaliação da empresa, mostra que o dano não pode ter sido causado pelo carrinho.
Ainda de acordo com a assessoria, no comprovante de estacionamento do supermercado está previsto que o Carrefour não se responsabiliza, entre outras coisas, por objetos, valores, equipamentos deixados ou supostamente deixados no interior do veículo, bem como por danos causados por terceiros.
O coordenador do Procon em Londrina, Martiniano do Tito Valle, diz que o Carrefour, solidariamente, é quem causou o dano e deve se responsabilizar por ele. ''Se o mercado oferece um estacionamento amplo como chamariz para atrair o consumidor, deve colocar gente para fazer a segurança do local. O Carrefour deve arcar com a indenização que for cabível,'' afirma. Tito Valle orienta o servidor a procurar o Procon para registrar a ocorrência.

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