Cliente ganha com guerra dos bancos
Arquivo FolhaPara driblar o imposto, bancos inovam em benefícios aos clientes
A volta da CPMF vai trazer alguns transtornos à vida do investidor. A alíquota de 0,20% sobre cada movimentação financeira é pesada, se for levado em conta que os fundos de 60 dias, por exemplo, oferecem, em média, rendimento líquido mensal de 1,37%.
Além disso, algumas aplicações, como os fundos de curto prazo, devem ser extintas. Mas, apesar desses fatores, o imposto do cheque mostrou algo positivo: a maior competição entre os bancos, que passaram a conceder isenções do tributo e a criar produtos para driblar sua cobrança.
O caso da caderneta é sintomático. O governo definiu que haveria isenção para as poupanças trimestrais, mas várias instituições vão pagar a CPMF para quem não mexer nos recursos por 30 dias.
Confira o que alguns dos grandes bancos do País planejam para o período de vigência do imposto:
qBanco do Brasil - Vai acabar com a aplicação automática dos fundos de curto prazo, mas não com o resgate. Para quem deixar o dinheiro aplicado por nove dias, a instituição reembolsará a CPMF integralmente. Quem sacar entre o quinto e o oitavo dia receberá metade do tributo. O rendimento da poupança continuará sendo creditado mensalmente. Quem não sacar os recursos por 90 dias terá a CPMF devolvida. O banco vai lançar três novas aplicações.
qBamerindus - Vai assumir o pagamento da CPMF quando o dinheiro permanecer aplicado por um período mínimo de 90 dias. A contagem do tempo para isenção vai ser retroativa a 23 de outubro. Assim, o dinheiro que foi mantido na caderneta desde 23 de outubro estará livre da CPMF nos saques a partir de amanhã. As aplicações em DCB podem ser prefixadas, pós-fixadas e flutuantes. O valor mínimo para aplicações em CDB é de R$ 500,00. Todas as aplicações automáticas serão canceladas.
qGeral do Comércio - Os clientes que aplicarem seus recursos no fundo de 30 dias não pagarão a CPMF. Embora o imposto vá ser cobrado quando o dinheiro sair da conta corrente, no mesmo dia em que a aplicação for feita a instituição vai conceder um crédito para o cliente no valor que tiver sido debitado na saída da conta. A aplicação mínima nesse fundo é de R$ 50,00. Os fundos de curto prazo também terão isenção, de acordo com o número de dias em que o dinheiro ficar aplicado, mas essa questão ainda está sendo definida. As aplicações que eram feitas automaticamente no fundo de curto prazo serão canceladas. O banco está oferecendo CDBs com prazo de até 18 meses, com taxas pré e pós-fixadas.
qItaú - O dinheiro que ficar aplicado na caderneta de poupança por 90 dias terá isenção da CPMF. Para as contas já existentes, o prazo começa a contar a partir do primeiro vencimento da conta a partir de hoje. O rendimento, no entanto, continuará a ser creditado todos os meses. A aplicação automática dos recursos da conta corrente nos fundos de curto prazo será cancelada amanhã. O resgate para cobrir saldo devedor em conta corrente, no entanto, continuará automático. Como opção a essas aplicações, o banco vai lançar um novo fundo com valorização diária e resgate automático, chamado Autonomus Plus.





