Curitiba - O que não é bom pode piorar. E os mais de 70 milhões de clientes da Oi, no Brasil, precisam se posicionar exigindo da empresa e, na sequência, dos órgãos reguladores e de defesa do consumidor a entrega daquilo que foi contratado. A recomendação vem da supervisora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Sonia Amaro, frente ao pedido de Recuperação Judicial (RJ) da Oi, anunciado a acionistas e ao mercado no último dia 20. O pedido congelou a dívida de R$ 65,4 bilhões da empresa por 180 dias, prazo que a Justiça tem para se manifestar sobre a eficiência do plano de recuperação financeira apresentado pela telefônica.
A RJ é uma medida prevista pela legislação brasileira para que a empresas entrem em entendimento com seus credores para viabilizar o plano de recuperação financeira, a quitação das dívidas, sem interrupção na operação do negócio e dos serviços oferecidos pela companhia. "Nosso alerta para os clientes da Oi, bem como da telefonia de um modo geral, segue na direção de preservar o usuários. Este é dos setores recordistas em ações judiciais devido à péssima qualidade do serviço. Nunca foi bom e, diante de uma empresa afogada em dívidas, há o risco de piorar se alguma empresa terceirizada (credora da telefônica) deixar de fornecer o serviço por conta do débito. Por isso, recomendamos aos consumidores que redobrem a atenção e comuniquem primeiro à empresa e, se não for resolvido, aos órgãos competentes os problemas que ocorrerem na entrega do que foi contratado", aponta Sônia.
De janeiro a abril deste ano, o Serviço de Orientação Jurídica da Proteste registrou 322 reclamações contra a Oi, que liderou o ranking, seguida da Claro com 186 queixas. No total de 2015, a Oi também liderou a lista de queixas, com 1.007 registros. No ano passado, a Claro também seguiu na vice-liderança com 616 reclamações. Segundo a Proteste, o descumprimento do que foi ofertado e "vícios em produtos ou serviços", tanto nos primeiros quatro meses de 2016 quanto no decorrer de todo o ano passado, são os principais motivos de queixa. Juntos, representam aproximadamente 40% dos atendimentos da associação em todo o País.

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