Brasília Para aumentar a possibilidade de concessão de crédito no País, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, ontem, as instituições financeiras a concederem empréstimos financeiros a clientes que tenham o nome sujo na praça. Uma resolução de 1998 impedia a concessão de crédito a quem tivesse emitido cheques sem fundos. O CMN decidiu manter na resolução uma regra geral que exige dos bancos ''seletividade, garantia, liquidez e diversificação de risco'' e deixou às próprias instituições a decisão de escolher quais clientes têm condições de honrar seus compromissos, independentemente de restrições bancárias.
Segundo o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, houve caso, por exemplo, de cliente que estava com o nome na Serasa, empresa de análises e informações para decisões de crédito, por questionar na Justiça o financiamento bancário. Por esta razão, ficou impedido de obter outro financiamento, mesmo oferecendo o imóvel como garantia. Com a nova regra, essa operação seria possível.
Darcy disse ainda que a mudança facilitará, no caso do Banco do Brasil, as operações de microcrédito e microfinanças. Ele admitiu que a restrição imposta em 1998 estava dificultando muitas operações do Banco Popular do Brasil, subsidária do BB, voltado para a população de baixa renda.
O CMN autorizou também os bancos comerciais e de investimentos, múltiplos e a Caixa Econômica Federal a administrarem e gerirem fundos de investimento mediante a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas instituições já tinham essa atribuição, mas poderiam perdê-las caso não houvesse a decisão do CMN.

mockup