São Paulo - Outro ''mito'' constatado pelo executivo foi o de que não há potencial de consumo nos mercados de baixa renda e de que a comunicação a essas pessoas precisa vender sonhos. Segundo Pedreira, os consumidores de classes C, D e E apresentam flexibilidade de renda porque poupam mais do que os de alta renda e não necessitam de marketing que prometa coisas que não fazem parte de seu dia-a-dia porque, segundo pesquisas recentes, eles estão satisfeitos e tem orgulho de sua vida.
''O que os consumidores de baixa renda buscam são produtos de bom desempenho'', disse Pedreira. ''Para que um produto popular dê certo é preciso também que haja reconhecimento da marca, boa embalagem, durabilidade, prazo de validade compatível e bom rendimento, uma vez que a fartura é essencial.''
Na visão de Pedreira, as principais oportunidades para o desenvolvimento de produtos voltados às classes de baixa renda estão nos itens abandonados por eles e também entre aqueles considerados supérfluos.
De acordo com pesquisas utilizadas pela J. Macêdo, estão nessa cesta produtos como bebidas alcoólicas, chá, macarrão instantâneo, requeijão, hambúrguer, iogurte, sobremesas, sucos de frutas, salgadinho em saquinho e mistura para bolo. Outro interessante campo é o de alimentos voltados à conveniência, como sucos prontos. (A.B./AE)

mockup