O crescimento do emprego e da renda entre as classes C e D tem contribuído para o aquecimento de vários segmentos da economia, principalmente, o de varejo. Além de aumentar o consumo, esta fatia da população também tem procurado um outro tipo de produto: os serviços bancários. Embora a representatividade destes consumidores nas instituições financeiras ainda seja pequena, este é um dos nichos com maior crescimento: com média de 15% a 20% por ano. ''O crescimento dos bancos vai se dar principalmente nestes segmentos'', afirmou Aurélio Portella, diretor comercial do Banco Itaú para as regiões Norte e Sul do País.
Ele lembrou que a renda deste público sempre foi comprometida em função da situação econômica do País. No entanto, o crescimento da economia proporcionou a inserção destes consumidores nos serviços bancários. ''Isto não está ocorrendo apenas no segmento financeiro, mas todas as empresas que quiserem crescer vão ter que voltar seus produtos para estas classes'', avaliou. E a receita para atender bem estes consumidores está no trinômio: qualidade no atendimento, qualidade dos produtos e preço. ''Todos terão que estar preparados para atender estes público. As classes C e D querem conveniência, um produto bom e barato e qualidade no atendimento'', salientou.
E se atualmente, ''todos'' querem ter uma conta bancária, o mercado de cartões - de crédito e de débito - é um dos que mais cresce nas instituições financeiras. Segundo Portella, apesar de ainda haver bom volume de cheques compensados (1,5 bilhão em 2007), foram realizadas 2,4 bilhões de transações com cartões de crédito no mesmo ano. Além disso, há demanda também por créditos consignados, financiamentos para compra de veículos e por créditos imobiliários. Este crescimento, na sua avaliação, também tem ocorrido porque o Brasil está em um ''ciclo de crescimento sustentável''.
''Quando o País cresce gera mais renda, distribui mais renda e mais pessoas querem ter mais conta em banco e temos que ter estrutura para atender este pessoal'', observou o diretor comercial. Segundo ele, a área de economia do banco projeta para o final deste ano a taxa Selic em 13,75%; o dólar cotado a R$ 1,63; IPCA (índice oficial da inflação) a 5,5%; e o Produto Interno Bruto a 4,6%. ''Estes números são extremamente positivos ainda mais se olharmos o histórico do País'', disse. Portella acrescentou que o Banco Itaú está preparado para atender esta nova demanda e que, inclusive, é a instituição com a maior rede de agências no Paraná, Rio de Janeiro e Goiás.
Estes são os Estados onde o Itaú comprou a rede bancária estadual, em leilão de público de privatização. Somente no Paraná são 315 agências, das quais 131 estão na Região Norte. ''Temos a maior rede de agências no Paraná'', informou o diretor comercial. Segundo ele, desde 2006 a instituição adotou uma postura estratégica na Região Sul do País. Até o final deste ano, serão abertas oito agências no Estado: 4 em Curitiba, 1 em São José dos Pinhais, 1 em Paranaguá, uma em Maringá e outra em Cambé. ''Temos 13 agências em Londrina e também a liderança de mercado nesta importante e estratégica cidade do Paraná'', garantiu.
Portella esteve nesta semana em Londrina para participar de reunião com os gerentes do banco de toda a Região Norte. O objetivo foi apresentar os resultados obtidos no ano passado pela instituição na Região Sul do País, como parte do lucro líquido de R$ 8,5 bilhões do banco, o maior resultado registrado no País, segundo o diretor comercial. Além disso, foram apresentados os desafios para este ano, baseados, principalmente, na qualidade do atendimento aos clientes. ''Somos o banco com a melhor relação custo X benefício , que é o nosso principal diferencial competitivo'', disse.

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