Os consumidores das classes C e D estão mudando a cara da indústria e do varejo no Brasil. De olho neste público, que o Instituto AC Nielsen estima em 50% da população economicamente ativa (PEA), cada vez é maior o volume de lançamentos de produtos voltados para o conceito baixo preço, entre 10% e 15% mais baratos que os concorrentes líderes. Por outro lado, as redes varejistas perderam a vergonha de ir para a periferia.
De acordo com pesquisa do Instituto AC Nielsen divulgada ontem, sobre as mudanças no mercado brasileiro em 2002, 51% dos produtos da categoria baixo preço ganharam participação em 2001 em relação ao ano anterior e 64% dos investimentos das grandes redes de supermercados foram voltados para unidades pequenas, no estilo loja de bairro.
Uma indicação do impacto dessa tendência na indústria foi a alteração nas embalagens. As embalagens de pet (plástico) de dois litros, por exemplo, devido à melhor relação custo-benefício, já representam dois terços das vendas do segmento.
Também a indústria de fraldas alterou o tamanho dos pacotes e segmentou marcas de preço baixo. Pelo menos 56% das produtos nessa categoria são vendidos por lojas de vizinhança ou pequenos estabelecimentos.

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