Estar na moda e vestir roupas de grifes internacionais - muitas vezes de alto valor agregado - definitivamente não é mais exclusividade para quem está no topo de pirâmide social. Um pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular aponta que os gastos da classe C com moda cresceram 153,2% na última década, descontada a inflação. Em 2002, este nicho da população gastou em torno de R$ 22 bilhões para se vestir bem. Este ano, até agora o número já atingiu R$ 55,7 bilhões. As classes A e B vêm logo na sequência, com R$ 45,5 bilhões em consumo.
A região Sudeste continua sendo a principal responsável pelo montante, com R$ 26,5 bilhões e 48% do total. O Nordeste está logo na sequência, com R$ 10,7 bilhões (19%), seguido do Sul (R$ 9,9 bilhões - 18%), Centro-oeste (R$ 4,4 bilhões - 7,9%) e Norte, com R$ 4,2 bilhões e 7,5% do total. Para o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, o número mais impactante da pesquisa é o relacionado à região Nordeste do País, que acabou superando a região Sul no consumo de moda. ''A classe C ainda é minoria no nordeste comparada à D. Foram estes consumidores que ascenderam de classe os responsáveis pelo crescimento expressivo'', salienta ele. ''Um mundo de possibilidades se abriu para esta parcela da população. Eles estão comprando muito, e querem mais'', completa Meirelles.


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