Classe A irá gastar R$ 38 bi no cartão
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Das agências 
São Paulo - Os cartões de crédito classificados como ''premium'', utilizados por consumidores com renda mensal superior a R$ 2.500, devem movimentar em 2006 R$ 38,3 bilhões, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Credicard Itaú. Os gastos da chamada classe A são 7% maiores do que os verificados no ano passado.
Os plásticos destinados a pessoas das classes mais altas representam 10% do total de cartões. No entanto, responderam por 24% do faturamento do setor no mês de junho deste ano. De acordo com a pesquisa ''A classe A e o cartão de crédito'', nos últimos 12 meses, houve crescimento de 7% nos cartões usados pelos consumidores de classes mais altas. No entanto, as pessoas de menor renda registraram alta de 26,3% no uso dos plásticos.
Entre os consumidores de classe mais alta, o cartão de crédito foi utilizado para compras no exterior em 5,5% dos casos, com média de gastos de R$ 265. A chamada classe A também parcela menos suas compras. A forma de pagamento é utilizada em 41% das transações. Nas classes mais baixas, o parcelamento sem juros representa 5% das compras efetuadas.
A pesquisa também relaciona o comportamento de consumo dos portadores da classe A por faixa etária e identifica que os mais jovens usam o cartão mais para compras cotidianas e de menor valor. A faixa entre 18 e 24 anos apresenta o menor tíquete médio e maior frequência de uso. Já a faixa de idade entre 25 e 44 anos movimenta o maior volume de transações, pois usa o plástico em operações com maior valor unitário.
A pesquisa da Credicard Itaú também mostra que os homens são maioria entre os consumidores com renda mais alta. Entre os consumidores com renda acima dos R$ 2.500, eles detêm 68% dos cartões e representaram 70% dos gastos de junho, ou seja, R$ 2,2 bilhões. As mulheres detêm 32% dos cartões e responderam por 30% do faturamento.
No que se refere à distribuição geográfica, o Norte, o Nordeste e o Sul do País apresentam maior concentração de cartões de crédito de alta renda em relação ao total dos portadores. A região Nordeste, por exemplo, apesar de deter 8% dos plásticos do País, engloba 18% dos cartões classe A.


