Citroen diz que mantém aposta na 'aventura industrial brasileira'
O presidente do Grupo SLA - Peugeot Citroen, Jean-Martin Folz, disse ontem em Porto Real (RJ) que o grupo francês continua apostando na aventura industrial brasileira apesar dos problemas econöômicos. Nós estamos persuadidos de que o Brasil vai retomar seu crescimento. Sabemos que a crise existe, mas o País vai reencontrar seu nível de mercado, afirmou Folz durante entrevista coletiva na solenidade de lançamento da pedra fundamental da fábrica Peugeot Citroen no Brasil. Participaram da solenidade o governador do Rio, Anthony Garotinho e o ministro da Indústria, Comércio e do Turismo, Celso Lafer.
Folz disse estar ciente de que a indústria automobilística do Brasil é um dos setores que mais sofre com crises econômicas, mas ressaltou que a fábrica deverá entrar em operação no final do ano 2000, quando, segundo ele, o governo brasileiro terá criado condições para realavancamento da economia. O presidente do grupo SLA disse esperar que as medidas que o governo anunciou para o setor (redução de IPI) não fiquem restritas apenas às montadoras já instaladas no Brasil.
A indústria que está sendo construída em Porto Real receberá investimentos de US$ 600 milhões. Deste total, US$ 300 milhões serão financiados pelo BNDES, que será repassado progressivamente de acordo com a evolução das obras. O capital da companhia Peugeot Citroen do Brasil será de US$ 330 milhões, com 32% de participação do Estado do Rio de Janeiro e 68% do grupo SLA.
O governador do Rio, Anthony Garotinho afirmou que já estuda disponibilizar sua participação acionária do grupo francês. No momento em que o Estado está se reetruturando, com privatizações, seria um contracenso o Rio de Janeiro se manter como acionista, comentou. Segundo o governador, de acordo com o contrato inicial o Estado deveria permanecer como acionista por 15 anos. Mas em conversações com o presidente do grupo SLA, ficou decidio que as ações seráo colocadas à venda no ano 2001.
Quando a indústria entrar em operação, serão criados 800 empregos diretos, e o número de vagas deverá crescer progressivamente até 2,5 mil pessoas. Segundo Folz, um grupo de franceses deve chegar nas próximas semanas para iniciar as instalações da indústria.
A indústria irá produzir os modelos Peugeot 206, lançado no ano passado na Europa, e o Citroen Xsara Picasso, que ainda não foi lançado no mercado mundial. Os dois carros foram apresentados ontem durante a solenidade de lançamento da indústria. No final do ano 2000, a indústria terá capacidade para produzir 70 mil unidades/ano em dois turnos. Posteriormente, este número será elevado para 100 mil veículos/ano, em três turnos.DivulgaçãoSolenidadeO ministro Celso Lafer, o governador Anthony Garotinho e Jean-Mantin Folz, do Grupo SLA: brindeGuto Rocha
Enviado a Porto Real,
Rio de Janeiro





